Aluna Adriane Marques fazendo a primeira direção de aluno na Pós-graduação em Psicodrama.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sempre gostei de pessoas, e, até chegar a trabalhar com elas, achei que entendia do assunto. Afinal, qual é a dificuldade de trabalhar com pessoas se você gosta? Confesso que sempre tive um excelente relacionamento interpessoal e que por vezes fui âncora de uma equipe ou de um grupo e achei que era suficiente. Claro que ao longo da minha carreira profissional fui percebendo que isso jamais foi suficiente. Percebi então que essa aptidão por trabalhar com pessoas era apenas o gatilho para que eu buscasse o desenvolvimento pessoal e aí sim desempenhar um papel diferenciado na vida das pessoas.

A dúvida era saber o que de fato iria me desenvolver e durante essa busca cheguei ao psicodrama, por intermédio de uma professora. Quando li que o Psicodrama é um método de ação profunda e transformadora, que trabalha tanto as relações interpessoais como as ideologias particulares e coletivas que as sustentam, falei pra mim mesma: Pronto, é isso!

Ao iniciar a pós-graduação em fevereiro deste ano, me animei muito e ainda mais por fazer parte de uma turma fera e com uma equipe de professores sensacionais que estão dispostos não só a ensinar, mas também aprender. Iniciamos devagar nas aulas teóricas, nos momentos terapêuticos e nas cenas dirigidas pelos professores.  E até parecia simples. Hoje dia 27/05/17 o professor Henrique Stumm propôs a nossa primeira atividade prática de direção de uma cena e pediu um voluntário. Diante daquele minuto de silêncio em que todos se olhavam, eu senti que podia começar.

Quando me coloquei em frente à colega que seria dirigida por mim e ela trouxe a questão que gostaria de trabalhar ali, imediatamente deu um branco e eu não sabia por onde começar. Internamente me questionava: “Parecia mais simples!” Ao respirar profundamente me vieram em mente todos os momentos adversos que eu enfrentei até hoje e de todas as vezes que precisei ser rápida nas decisões mesmo sem estar nas condições ideais de emoções e equilíbrio. E esses desafios que foram vencidos, certamente hoje eu os enfrentaria de uma forma mais certeira, mas na época eu dei o meu melhor e foi o que deu pra fazer naquelas condições. Diante disso, pensei: Eu só preciso dar o meu melhor, nestas condições de iniciante e ponto. E foi que eu fiz. Usei da minha sensibilidade quando se trata do outro, do cuidado e do respeito que tenho pelo outro, e aos poucos a cena foi fluindo e a as técnicas começaram a aparecer.

No psicodrama a capacidade de perceber um ao outro simultaneamente e é chamada de Tele e neste momento tenho a certeza que existiu uma tele com todos os envolvidos, com a protagonista, a plateia e em especial com o professor Henrique que estava de sobre-contexto para me auxiliar. O professor soube exatamente os momentos que precisei de auxílio na condução da cena. Esse auxílio foi sutil que não desaqueceu os personagens em cena e conseguimos fazer um desfecho incrível que encantou a todos. Durante a minha direção eu tive muitas dúvidas, medos e questionamentos, porém nenhum desses sentimentos foi maior do que o desejo de fazer com que desse certo e que fosse especial para a colega que estava sendo dirigida.

Quando fizemos o processamento da cena, eu estava preparada para ouvir muitas críticas, afinal era a minha primeira vez e certamente ficaram coisas para fazer. E eis que tenho uma emocionante surpresa! Todos me deram feedbacks importantes e especiais, palavras de incentivo, fortaleza e honra que levarei para o resto da minha vida. Diante de todos os feedbacks que ouvi, quero destacar um deles para representar os demais. Escolho a fala do Nemerson: “Adri você trouxe algo sagrado para nós, a sua leveza na condução deixou tudo tão leve que eu queria estar ali”.

Isso tudo me deixou com um sentimento de profundo respeito pelo psicodrama por permitir me desenvolver e ter ferramentas e habilidades para desenvolver o outro. Além do sentimento de profunda gratidão pelos colegas e pelos professores Adriano Valério Gabardo, Henrique Stumm e Antônio Vitorino Cardoso Neto que trazem a teoria e a prática de uma forma tão especial e me deixaram a vontade para arriscar. Quero que esses dois anos demorem a passar e confesso que estou curiosa para saber como será o relato da ultima cena que vou dirigir da Pós!

 

 

Texto escrito por Adriane Marques – aluna da Pós-graduação em Psicodrama, graduada em Administração, trabalha com consultoria de imagem.

 

 

 

 

Sempre gostei de pessoas
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