Depoimento sobre o 3º Seminário de psicodrama da Casa João de Barro - A Casa João de Barro | A Casa João de Barro

Henrique Stumm

 

Dirigir psicodrama é pegar na mão da pessoa e, com uma pequena luz na outra mão, percorrer juntos a escuridão da alma.

E foi assim no 3º Seminário de psicodrama da Casa João de Barro. Depois de ver e participar de bonitos trabalhos que utilizavam do psicodrama como base para atuação profissional em contextos diversos, e fazer o acompanhamento em “sobre contexto” da carinhosa e “fofa” (piada interna para quem esteve presente) direção de aluno sobre psicodrama e clown fazendo alguns comentários na finalização, dei início à “Sessão Aberta de Psicodrama”, que estava na programação.

Aproveitei a pergunta que um dos participantes fez sobre os limites de uma sessão e o medo de não dar conta do que pode surgir ao utilizar um método tão intenso e já iniciei um aquecimento propondo um “contrato afetivo” em que cada um se dispunha a estar ali, com o outro. E o bacana é que o grupo topou! Então, me dei conta que, neste caminhar para a escuridão da alma do protagonista, grupo também vai, chora, torce, briga e respira junto.

Acompanhamos a despedida da filha que precisa seguir a vida, e da mãe que precisa dar conta da solidão ao perceber que, depois de anos cuidando daquilo que é o mais importante, agora precisa deixar ir. Choramos todos, era só o que dava para fazer.

Nos angustiamos com a filha/irmã que carrega uma estranha sensação que incomoda. E desabafamos juntos o peso de ocupar um lugar que não quer ocupar. Andamos até a geração anterior e constatamos que a muito tempo nossos pais fazem muita falta.

Queríamos todos, encontrar mais vezes lugares como aquele que se criou durante o Seminários para nos sentirmos acolhidos e deixar um pouco de lado nossa rotina de trabalho onde só existem cobranças e muitas vezes (quase sempre, na verdade) não atingimos o sucesso que esperavam de nós e frustramos as pessoas que são as mais queridas. Ao mesmo tempo, constatamos que pode não ser muito bom quando meu sucesso depende do fracasso do outro.

Ainda deu tempo (piada interna novamente) de estar junto com quem não pode escolher, nem esse direito teve. Sentir as marcas e feridas que a fome deixa, a raiva, a tristeza. E choramos juntos, pois, de alguma maneira todos temos a vontade de não repetir a mesma história.

Ao fim, compartilhamos que queremos muito, mas nem sempre conseguimos, não repetir com nossos filhos o que fizeram conosco. Que, apesar de nossos esforços, muitas vezes fazemos aquilo que fomos “ensinados” a fazer. Talvez, vivendo juntos essas dores e alegrias poderemos ser mais humanos, ir além de nós mesmos e estar com o outro “aqui e agora”.

 

 

 

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Depoimento sobre o 3º Seminário de psicodrama da Casa João de Barro
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